Papa convidado a visita a Coreia

2013-08-20 Rádio Vaticana

Daejeon (RV) - Uma visita do Papa Francisco à Coreia “poderia trazer dois resultados excepcionais: de um lado o relançamento do impulso missionário da nossa Igreja e daquelas asiáticas, e do outro, enormes passos avante para a reunificação da península”. Esta é a convicção de Dom Lázaro You Heung-sik, Bispo de Daejeon, expressa em entrevista logo após sua chegada ao país proveniente do Brasil.

No Rio de Janeiro, o prelado participou da JMJ e, em seguida, do encontro com os Bispos do Movimento dos Focolares. “Éramos 51 bispos – disse – dos quais 23 brasileiros: os outros vinham de todas as partes do mundo. Foram dez dias muito intensos, nos quais meditamos e dialogamos seja sobre o tema previsto para este ano – “Amor recíproco” – seja sobre o que nos disse o Papa nos dias em que esteve no Rio de Janeiro. Mas, sobretudo, como bispos, refletimos sobre a atualidade da Igreja: não se pode deixar em segundo plano este conceito, sobretudo, num momento com este”.

O exemplo e a mensagem de Francisco, - continuou Dom You -, “são muito importantes para a Coreia e a Ásia, em geral. Um aspecto que me impressiona sempre e muito é seu convite a ‘sair de casa’, se lançar na missão ad gentes. Penso que uma sua visita entre nós seria um estímulo enorme à missionariedade não só da Igreja coreana, mas de todas as Igrejas asiáticas. Por outro lado, o Papa entre as pessoas é impressionante: é uma pessoa que pratica o que fala, e isto impressionou muito o meu país”.

A Coreia do Sul “convidou o Papa, seja a Conferência episcopal seja o governo, Francisco agradeceu pelo convite e explicou que ainda não fixou o calendário do próximo ano. Mas eu estou confiante que virá: no próximo ano é quase certa a beatificação dos 124 mártires coreanos. Seria maravilhoso se viesse aqui pessoalmente para esta celebração, importantíssima para os católicos coreanos”.

Outro tema fundamental que o Papa poderia ajudar a desbloquear “é a relação com a Coreia do Norte. Eu estou convencido de que um homem como ele, com seu jeito de fazer e com sua profundidade de pensamento, poderia abrir canais realmente relevantes para chegar o quanto antes a uma verdadeira paz e à reunificação da península coreana”. (SP)