Em frente da tilma de Juan Diego

2016-02-15 L’Osservatore Romano

Já o tinha pedido como um favor pessoal, na véspera da viagem: poder ficar alguns momentos sozinho diante da imagem da Virgem de Guadalupe. Na tarde de sábado 13 de Fevereiro, no final da missa celebrada no santuário mariano, o Papa Francisco foi satisfeito. E assim por cerca de vinte minutos permaneceu só em oração no Camarín, diante da tilma de Juan Diego com a efígie milagrosa. 

Quem o acompanhou foi o acolhimento respeitoso e silenciosos dos fiéis que estavam dentro da basílica e que puderam assistir a este momento de emoção intensa através do espaço ocupado pela sagrada imagem, deixado momentaneamente aberto. Como um dos milhões de peregrinos que cada ano aqui chegam de todas as partes do México e do continente inteiro, o Pontífice latino-americano levou uma homenagem à Morenita, a «mestiça», como é chamada afetuosamente: um diadema de ouro, benzido no final da missa, um ramalhete de flores amarelas, levadas até ao Camarín por duas crianças vestidas de branco, e um rosário. Um encontro tão esperado, iniciado com uma mão apoiada na imagem, quase uma carícia.

Aliás, em São Pedro a 12 de Dezembro, na missa dedicada à Virgem, anunciando esta visita, o Papa tinha antecipado que teria pedido «de maneira forte» para toda a América que este ano jubilar fosse «uma semente de amor misericordioso no coração das pessoas, das famílias e das nações». E assim foi.

Mas todo o rito – concelebrado pelos bispos do país, pelos prelados do séquito papal e por numerosos sacerdotes – foi particularmente intenso. Depois da homilia, com tons muito pessoais, cheios de ternura, pronunciada como se fosse um diálogo íntimo e que evocou a espiritualidade gudalupana, Francisco sentou-se em frente do altar, olhando para a imagem mariana, para uma reflexão íntima. E também no final da missa, depois da bênção, enquanto a assembleia guiada pelo coro entoava o canto final, o Papa e os outros concelebrantes voltaram-se para a Virgem.

do nosso enviado Gaetano Vallini