Dia Mundial do Enfermo: fazer do sofrimento um bem

2016-01-28 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) - “Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: Fazei o que Ele vos disser” é o tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado de forma solene – como se dá a cada três anos – desta vez em Nazaré, na Terra Santa, em 11 de fevereiro próximo.

O evento foi apresentado esta quinta-feira (28/01) na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, Dom Zygmunt Zimowski, com a participação de Mons. Jean-Marie Musivi Mupendawatu e Pe. Augusto Chendi, membros do dicastério vaticano, e do secretário geral da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, Pe. Pietro Felet.

Este Dia Mundial do Enfermo se inscreve muito bem no Jubileu extraordinário da Misericórdia, explica o Papa em sua referida Mensagem. Daí, ter sido escolhida Nazaré, na Galileia, onde Jesus fez o primeiro milagre por intercessão da Mãe e também realizou muitas curas, sinal da proximidade aos doentes e aos que sofrem.

“A grave enfermidade coloca sempre a existência humana em crise e traz consigo interrogações que escavam sempre em profundidade”, escreve Francisco. Se a fé em Deus é colocada à prova, ao mesmo tempo revela toda a sua potência positiva. Aí o Dia Mundial do Enfermo encontra a sua razão de ser, ressaltou o Arcebispo Zimowski:

“Fazer o bem a quem sofre e fazer do próprio sofrimento um bem, ou seja, sensibilizar os doentes, para oferecer seus sofrimentos em favor dos outros, em favor da Igreja.”

“Por vezes, o fato de não poder curar, de não poder ajudar como Jesus, nos intimida, observou o prelado:

“Busquemos superar este embaraço. O importante é caminhar ao lado do homem que sofre. Talvez, mais do que da cura, ele precise da nossa presença, do homem, do coração humano repleto de misericórdia e da solidariedade humana.”

Todas as “Instituições que servem à saúde humana são chamadas em causa”:

“Portanto, é preciso a todo custo apoiar a bonita tradição: a obra do médico e do enfermeiro é vista não somente como uma profissão, mas também, e talvez por primeiro, como um serviço, uma vocação. O cuidado para com os menores e os anciãos, o cuidado para com os doentes mentais constituem, mais do que em qualquer outro âmbito da vida social, a medida da cultura da sociedade e do Estado.”

Por sua vez, Pe. Chendi recordou a graça concedida pelo Papa Francisco da indulgência plenária e parcial para quem, segundo diferentes modalidades, de 7 a 13 de fevereiro, participar das intenções do Dia Mundial do Enfermo.

São muitos os eventos programados para durante aqueles dias na Terra Santa, não somente em Nazaré, mas também em Belém e Ramallah, para ir ao encontro das exigências dos peregrinos e dos fiéis residentes, alguns dos quais impedidos de ir e vir por parte das autoridades, explicou Pe. Felet. (RL)

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(from Vatican Radio)