​Assinado na Expo de Astana um documento inter-religioso sobre a tutela dos recursos energéticos

2017-09-01 L’Osservatore Romano

Reconhecimento e tutela do princípio que a energia é um direito de todos e garantia de acesso a ela dos mais pobres e isolados; oposição a qualquer projeto energético em larga escala que não tenha avaliado o impacto ambiental e social; transição para fontes de energia não poluentes e diminuição da dependência de combustíveis fósseis; abstenção da produção maciça de produtos a curta duração que incentivam uma cultura do desperdício; proibição da produção e do uso de armas nucleares. Eis alguns pontos fundamentais da declaração comum de intenções assinada em Astana na quinta-feira 31 de agosto, na conclusão da conferência inter-religiosa organizada pelo Dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral, em colaboração com o Pontifício conselho inter-religioso, no âmbito da Expo 2017 «Future Energy».

Cientes de que «as religiões e a espiritualidade podem inspirar ações concretas em prol da nossa casa comum e de toda a família humana», assinaram o documento o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, prefeito do dicastério do Vaticano, a anglicana Clare Amos para o World Council of Churches, o rabino Daniel Sperber, professor de Talmude na Bar-Ilan University de Jerusalém, e o imame Yahya Sergio Pallavicini, embaixador para o diálogo entre as civilizações do Islamic Educational Scientific Cultural Organization.