Com os jovens no estádio Morelos y Pavón - O México que quer renascer

2016-02-17 L’Osservatore Romano

«Alguns jovens são tomados pelo desespero e se deixam levar pela avareza, corrupção e pelas promessas de uma vida intensa e fácil, mas à margem da legalidade. Estão a aumentar entre nós as vítimas do narcotráfico, da violência, das dependências e da exploração. A muitas famílias não resta outra coisa a não ser chorar a morte dos próprios filhos, porque a impunidade favoreceu quantos sequestram, defraudam e matam». A denúncia da dramática, duríssima realidade do Estado de Michoacán foi feita por Alberto Solorio Corona, que a apresenta ao Papa sem rodeios. E a sua voz é a dos cinquenta mil jovens mexicanos que na tarde de terça-feira se reuniram no estádio José Maria Morelos y Pavón de Morelia para se encontrarem com Francisco.

Um encontro festivo, como sempre acontece quando se trata da juventude, mas não edulcorado. Pelo contrário. Precisamente porque provenientes das vozes minimamente emocionadas daqueles que deveriam construir o futuro do México, os quatro testemunhos apresentados no palco tornaram ainda mais forte o peso destas palavras. Mas, ao mesmo tempo, estes testemunhos abriram uma brecha de esperança, porque à denúncia se contrapôs o desejo de não sucumbir ao mal, às injustiças». «Em tudo isto – disse com efeito o jovem – a paz é um dom que continuamos a almejar. Santo Padre, queremos ser construtores de paz».

O México que quer renascer, olhando para um futuro diferente, hoje estava aqui. E Francisco, que sublinhou várias vezes nesta viagem a importância da juventude, retribuiu o seu afeto percorrendo os diversos setores do estádio num pequeno veículo elétrico. Os jovens acolheram-no cantando Cielito lindo, o hino do encontro e uma série de slogans. Esta es la juventud del Papa foi o mais gritado, o último que se acrescentou aos já ouvidos nestes dias.

do nosso enviado Gaetano Vallini